Software Freedom Day 2014

Membros do LibrePlanet São Paulo e alguns palestrantes do SFD.

Ontem ocorreu o Software Freedom Day e o LibrePlanet São Paulo realizou uma série de palestras no Laboratório Hackerspace de Campinas (mais conhecido por LHC).

Como todo evento, as duas melhores parte são (1) reencontrar amigos que não vimos todo dia, revi o Cascardo e o Oliva, e (2) fazer novos amigos, como o Edson Ribeiro e a Vivianne Amaral que realizam um trabalho baseado em uma modificação do PirateBox.

Em relação as palestras, algumas eu já tinha visto (embora sempre seja uma experiência nova rever essas palestras) e outras foram novas.

Debate sobre a urna eletrônica.

Além das palestras, ocorreu também um debate sobre o uso da urna eletrônica brasileira em decorrência das eleições presidenciais daqui a duas semanas e do projeto do Diego Aranha para uma auditoria da apuração dos votos.

No debate sobre a urna eletrônica apareceu o tema do uso de identificação biométrica no processo eleitoral que me fez recordar do livro Mindscan de Robert J. Sawyer que eu li algum tempo atrás e possui uma passagem muito interessante sobre isso. Eu recomendo todos lerem esse livro mas para aqueles que ficaram com vontade de saber o que passasse no livro eu vou contar logo abaixo. IMPORTANTE: se você não gosta de spoilers pare de ler esse post agora.

Em Mindscan uma empresa inventa uma forma de copiar a consciência humana e transferir para um ciborgue. Essa empresa passa a comercializar essa transferência de consciência na qual o ciborgue substitui o contratante do serviço que é transferido para um spar de luxo na lua. O ápice do livro é uma disputa legal para resolver se o ciborgue é ou não, judicialmente/legalmente, o contratante do serviço. No capítulo 24, a advogada do “não” pede para o ciborgue ler o seguinte texto: “Esse scanner utiliza dados biométricos para garantir a segurança das transações (financeiras). Tanto o scanner da impressão digital como da retina são necessários para atestar a identidade do usuário. Para quaisquer dois seres humanos a impressão digital e os padrões da retina são diferentes. Ao medir essas duas características físicas, a segurança da transação é garantida.”. Depois de terminada a leitura, a advogada pede ao juiz para testar algo: utilizar uma mão artificial e um globo ocular artificial, produzidos pela mesma empresa que fornecem as peças para os ciborgue, para passar-se pela identidade do ciborgue. A advogada consegue.

Embora Mindscan seja um livro de ficção eu fico com os dois pés atrás em deixar que a identificação seja feita por medidas biométricas. E você?