Organização do conhecimento

Quando comecei meu curso de inglês em uma escola de idiomas, uma das primeiras coisas que minha professora disse foi “You must try to think in english.”. Lembrei dessa fala dela quando estava lendo o segundo capítulo de “How Learning Works: Seven Research-Based Principles for Smart Teaching” de Susan A. Ambrose et. al. cujo título é “How does the way students organize knowledge effect their learning?” (“Como a forma de organizar o conhecimento afeta o aprendizado?” em tradução literal). Neste post irei falar sobre esse capítulo.

Logo no início do capítulo é informado que a forma de organizar o conhecimento influencia o aprendizado e a forma de aplicá-lo. E a forma de organização é diferente entre alunos/novatos e intrutores/veteranos.

Os alunos tende a possui uma organização esparça e superficial enquanto que os instrutores uma organização mais densa e profunda que favorece o aprendizado e aplicação do conhecimento.

Tomando como exemplo o aprendizado de um novo idioma, alguém que apenas foi alfabetizado pode ter uma organização como ilustrado abaixo.

Organização mental de recém alfabetizado.

Ao iniciar o aprendizado do novo idioma, o aluno pode tentar associar as palavras do novo idioma a tradução para o idioma que já conhece (como ilustrado abaixo). Nessa forma de organização, sempre que o aluno precisar de uma palavra na nova língua ele irá precisar encontrar a correspondente no idioma que já é proficiente.

Organização mental de iniciante em um novo idioma.

Alguém que já é fluente no segundo idioma possuirá uma maior número de associação entre as palavras do segundo idioma de forma que será capaz de acessá-las sem ter que utilizar a correspondente no idioma que primeiro aprendeu.

Organização mental de fluente em um segundo idioma.