Pirataria e livros eletronicos

Ernesto escreveu um post intitulado “Piracy Doesn’t Harm eBook Sales, Publisher Says” (cópia nesse servidor) para o TorrentFrek a respeito de um pronunciamento da Springer afirmando que a pirataria e o compartilhamento de arquivos não afeta consideravelmente seu portifólio. A seguir apresento minha opinião do motivo disso ocorrer.

O produto

O principal produto da Springer são livros dos quais muitos são técnicos. Isso significa que o público interessado em seu produtos não é muito grande (principalmente para livros técnicos avançados) ao contrário de uma música ou vídeo que pode, a princípio, interessar a qualquer pessoa.

O uso

Livros são consumidos de uma maneira diferente de música e vídeos (os conteúdos mais compartilhados). Enquanto que um vídeo será assistido apenas uma vez e uma faixa de música algumas centenas de vezes, a apreciação de ambas ocorre de forma passiva. Um livro técnico precisará ser consultado inúmeras vezes e consumido de forma ativa (adicionado anotações).

A versão digital

Nos anos 90 as músicas passaram a serem comercializadas na forma digital e nos anos 2000 foi a vez dos vídeos, sendo que em ambos os casos a qualidade do formato digital “é superior ao analógico” e muito mais fácil de armazenar. Apenas nos anos 2010 foi que os livros efetivamente começaram a serem comercializados na forma digital mas para livros técnicos a versão superior é muito inferior a versão impressa e não compatível com os hábitos dos usuários da versão impressa.