Vem depressa...

Em 2009, quando fui na Bienal do Livro em São Paulo (capital) conheci a Michele na fila do busão da bienal e acabamos visitando a exposição juntos. Ela mantém um blog, olha pra você, que acompanho e vez ou outro encontro alguns textos muito bons. Gostei muito do último post que resolvi divulgá-lo.

A baixo encontra-se cópia do post “Vem depressa pra mim, que eu não sei esperar”...:

Feriadão conversei muito com um grande novo amigo, cinquentão, e mesmo nessa altura do “campeonato”, ele confessou ter medo de se entregar a uma mulher, e se machucar...

Rsrs, porra, perdi minhas esperanças...

Esse medo não acaba nunca???

Um cara viajado, experiente, pegou muita mulher, inteligentíssimo, admirável, enfim... E tem medo!

É claro que o ser humano tem medo de se machucar, por já ter se machucado... E é bem provável que quem continua entrando de “cabeça”, é porque não faz idéia do que é se arrebentar!

Principalmente, como esse amigo disse, quando a pessoa além de bonita, é cativante, interessante, tem um bom papo, bom humor, conversa sobre tudo numa boa... É complicado!

E às vezes não é nada disso... Às vezes os dois não tem sintonia de nada disso, mas um olha pra outro e abre aquele sorriso, com aquela satisfação de se ver... Dá medo mesmo, rsrs!

E desta forma, o ser humano jegue deixa de aproveitar o momento, porque ele sabe que por conta desse momento, ele pode sofrer por aaaaaaaaaaanos... E aí é preferível abrir mão do prazer, pra não pagar com a dor... Mas, será mesmo que existe um meio de não se machucar com isso? Existe algum manual de como tirar tudo isso de letra?

Tem um ditado que diz que a felicidade é feita de momentos... E deve ser mesmo, já que o “constante” é uma porcaria... E os momentos devem ser aproveitados...

É bom aproveitar cada abraço... E apertar até doer os braços, os ombros, as costas...

E num momento juntos, entregar sua verdade, seu coração, sem reservas, sem hesitar...

Não são as palavras, mas os gestos, a ação, a verdadeira troca, o que marca, o que fica, pra sempre...

E só entendemos a grandiosdade dessas “pequenas” coisas, quando já não fazem mais parte de nosso cotidiano, quando fica só um retrato em cima do criado mudo!

Lembra daquele abraço surpresa?

Aquele beijo, aquele toque nos lugares onde despertava em você o ser humano mais terno, ou o mais ardente...

A companhia agradável...

É lamentável que quando temos não dizemos ao outro, TUDO o que realmente sentimos, o quanto é satisfatória a presença, tudo o que nos agrada... Se já sabe que vai sofrer, viva tudo, todo o agora, de corpo inteiro... Jamais ser você mesmo é se humilhar, se rebaixar, ou mesmo ser vergonhoso, ridículo!

Bonito é abrir nosso coração, doar o que há de mais puro em nós, porque todo o resto já existe monstruosamente exagerado, na face da Terra!

Bonito é a troca de carinho, toque, palavras, olhar, presença!

Bonito é deitar a cabeça no travesseiro, com sorriso no rosto...

É receber a ligação quando você menos espera: “Saudades!”

É tremer, bambear as pernas, pagar mico...

Talvez toda essa beleza REALMENTE não exista...

Talvez a humanidade esteja aqui pelo único intuído de reprodução e crescimento da natalidade...

Talvez, o legal mesmo é fazer sexo sem responsabilidade, sem perguntar nomes e telefones...

E talvez, TAMBÉM, eu veja graça nisso um dia!